20
de
novembro
CTB pôde virar colcha de retalhos
Não bastassem as várias modificações, por qual já passou, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) desde que foi instituído em 1997, os Senadores já apresentaram mais de 450 projetos que buscam diminuir, o que eles tratam como caos e mortes no trânsito.
Os Parlamentares querem alterar alguns artigos do Código em temas referente aos valores e a forma de pagamento das multas, regularizarem os instrumentos eletrônicos de controle de velocidade como também, os equipamentos de segurança obrigatórios nos veículos nacionais. Todos compartilham com a idéia de que é necessário “pôr um fim à carnificina” que se vê nas ruas e nas estradas nacionais.
Calcula-se que mais de 35 mil pessoas perdem a vida por ano vítimas de acidentes de trânsito no Brasil. Segundo as estatísticas da organização mundial da saúde (OMS), ocupamos o quinto lugar no mundo em número absoluto de vítimas fatais em ocorrências no trânsito.
Em 2006, o Instituto de Pesquisa Econômica aplicada (IPEA), constatou que além do sofrimento causado aos envolvidos em acidentes, a Nação tem perdas econômicas significativas. Com objetivos de mudar este quadro o Governo Federal e o Congresso Nacional se mexeram e já apresentaram algumas propostas de modificação do CTB.
Para agilizar os trabalhos, a Câmara criou uma subcomissão de Deputados incumbidos de sistematizar todas as sugestões, para evitar, que o Código de transforme numa “colcha de retalhos”, por outro lado o Governo quer aprovar a sua proposta, que prevê um aumento de 65% a 69% no valor das multas e sua vinculação a um índice inflação, para que os reajustes sejam constantes.
Se o Governo tiver êxito no Congresso, a multa de menor valor (infração leve) passaria para R$ 90,00 e a maior (gravíssima), para R$ 315,00. E a pena para quem for pego dirigindo embriagado saltará de R$ 975,69 para R$ 1.575,00, e a infração (falar ao celular) quando estiver ao volante deixará de ser infração média e passará a ser gravíssima.
É bom lembrar que já está na Câmara, depois de aprovado em decisão terminativa do Senado pela Comissão de Constituição, Justiça Cidadania (CCJ), proposta ( PLS 613/07) do Senador Cristovam Buarque ( PDT/DF) que estabelece pena de 12 anos de prisão para quem provocar a morte de outra pessoa por dirigir embriagado, sem habilitação, ou participar de rachas, correndo o risco de ter a CNH suspensa imediatamente.


